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A química da vida

Sérgio Rodrigues, doutor em Química Teórica e professor no Departamento de Química da Universidade de Coimbra, lançou recentemente um livro onde pretende tornar a química mais visível aos nossos olhos. “Jardins de Cristais: Química e Literatura” é o título e foi sobre a obra que falámos com o autor. A descoberta não podia ter sido mais interessante. A vida não é estanque. Os acontecimentos sucedem-se e ligam-se e as ideias vão surgindo, muitas vezes sem lhes conseguirmos atribuir uma causalidade. Foi isso que aconteceu com Sérgio e com a história deste livro. Sendo a preocupação com a divulgação da química algo que sempre o motivou, é nos últimos anos que dá por si a pensar de uma forma mais consciente na ideia de existir “uma…

O coleccionador d’Os Lusíadas

A Preguiça teve mais um encontro feliz. Por diversas circunstâncias, que não interessam para o enredo desta história, cruzou-se no nosso caminho Manuel Dias da Silva, amante do autor português Luís Vaz de Camões e, particularmente, da obra clássica Os Lusíadas. Não perdemos muito tempo e fizemos questão de mostrar aos nossos leitores a peculiaridade deste interesse escondido numa extensa biblioteca. Quando entramos na sala que guarda os muitos livros de Manuel, ressaltam as estantes dedicadas aos Lusíadas. Ora aqui está ao que íamos! Ao todo tem 73 edições em papel da obra (mais algumas em suporte digital), não só em língua portuguesa como também, por exemplo, em espanhol, chinês, japonês, húngaro, latim, italiano, mirandês e até uma edição em braille. Contudo, o fascínio não…

Poesia com pernas

No passado mês de Junho, Coimbra deu nova forma a novas palavras. É de poesia que falamos e da revista Andarilhos, que viu publicado o seu primeiro número. A Preguiça não fez frente à curiosidade e, na companhia de um vento teimoso, esteve na prosa com Martina Matozzi, Marcos Foz e Maria Leonor Nunes, os editores de serviço. Tudo começou, contam, dentro da Secção de Escrita e Leitura da Associação Académica de Coimbra (SESLA): “a SESLA estava fechada há algum tempo, um conjunto de pessoas que fazem parte da secção decidiu reabri-la (em 2013) e a Andarilhos nasceu como um dos projectos que iria ser realizado”. Pelo nome escolhido, prevê-se antes da confirmação que esta revista pretende criar um espaço dinâmico para a poesia, onde…

Maldita Poesia

Coimbra é, pela segunda vez, anfitriã do único Festival de Poesia por terras lusas, o Mal Dito. Entre os dias 20 e 23 de Março, vários eventos terão lugar e muitos espaços da cidade abrirão as suas portas para acolher as palavras de diversos poetas. Haverá também lugar para o inesperado e para o surgimento de novos poetas, que poderão durante o festival perder a vergonha e tirar um poema da cartola. A Preguiça esteve com Carlos Veríssimo, Sandra Cruz, Miguel de Carvalho, Manuel A. Domingos, Maria Sousa e Carolina Bento, os organizadores do Mal Dito, e percebeu que com a poesia na alma, tudo pode acontecer por estes dias. Tal como se pretendia já na sua primeira edição em 2013, o festival Mal Dito…

Luís Quintais: “Depois da Música”

Tal como na semana passada, em que nos dedicámos a mostrar um dos livros da colecção de poesia que a Tinta da China editou o ano passado, coordenada por Pedro Mexia, esta semana seguimos o mesmo rumo e damos o protagonismo a Depois da Música, outro dos títulos da colecção. Conversámos com Luís Quintais, o seu autor, e pode dizer-se que esta foi uma conversa que deu pano para mangas. Luís Quintais, poeta, ensaísta e antropólogo, reside em Coimbra há cerca de vinte anos. No seu vasto currículo contam-se já dez livros publicados e, como nos informou, mais um a caminho. Não sendo o objectivo explorar a vasta carreira de Luís, quisemos saber como nasceu essa vontade de se expressar através da escrita. “Creio que…

Rosa Oliveira: “Cinza”

A editora Tinta da China publicou em 2013 uma colecção de livros dedicados à poesia, coordenada por Pedro Mexia. Quatro títulos compõem esta primeira colecção e Cinza, de Rosa Oliveira, é um deles. A Preguiça foi ter com Rosa, que reside em Coimbra e nos mostrou algumas páginas sobre si. A escrita começou há muito tempo. “Na adolescência comecei por escrever poesia, ou por julgar que escrevia poesia, como grande parte dos adolescentes”, relembra Rosa acrescentando que “aquilo era tão mau que rapidamente deitei para o lixo ou coloquei no fundo de alguma gaveta”. A partir daí, em compasso mais lento ou mais acelerado, foi sempre escrevendo, mesmo que “sem grande sequência definida”. Nos anos 70, em plena altura pós PREC, Rosa submeteu um primeiro…

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