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Arte à solta

BPI_8484 Chegou uma praga a Coimbra. Mas esta é das que fazem bem. O Festival Praga acontece entre os dias 11 e 13 de Junho em três espaços da cidade. O Ateneu de Coimbra, o Be Coimbra e a Casa das Artes Bissaya Barreto estarão simultaneamente ocupadas, de dia e de noite, com diversas actividades artísticas e à espera que nos juntemos a este colectivo. A Preguiça falou com os organizadores e ficou convencida que por estes dias tudo pode acontecer.

Ana Lúcia Marcelino, Fernando Travassos, Maria João Rocha, Miguel Marques e Rute Garcia são os dinamizadores desta quinta edição do Festival Praga. Todos são alunos da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha, o sítio onde tudo começou há doze anos. “O Praga começou por ser um fanzine que nasceu nas Caldas da Rainha e que rapidamente se tornou num festival itinerante de braços abertos a todos os que a ele se foram juntando e continuam a juntar”, explicaram orgulhosos.

Braga, Évora, Guimarães e Figueira da Foz são as cidades que já foram atacadas por este colectivo de pessoas sedentas de fazer arte e de partilhá-la com o mundo. “Todas as edições tiveram organizações diferentes, mas sempre com um propulsor comum: a arte acima de tudo. Ao longo do tempo, fomos ganhando uma extensão corporal que nos alimenta e que nos faz continuar. E hoje em dia não é um espaço físico, é um espaço meta-físico, algo que transcende as pessoas que o ocupam”.

cartaz

A vez de Coimbra chegou. E curiosamente, esta é a primeira em que a forma muda. Ou seja, em que a programação se espalha por três locais distintos e em que acontecem várias actividades ao mesmo tempo. Exposições, oficinas temáticas, concertos, dj sets, videoarte e uma feira de autor são as propostas que estão em cima da mesa. E haverá festa também, com direito a petiscadas. “Todos os dias celebramos o dia de trabalho”.

Para os organizadores, o festival tem uma razão muito específica de ser. “Esta é uma maneira de expor trabalhos que de outra forma não seria possível serem mostrados, o sistema funciona mal e dificulta que isso aconteça. E há muitas pessoas a fazerem coisas porque gostam e com muito valor”. Vindos de vários locais do país, este colectivo promete encher Coimbra de dinâmica. “O culminar do Festival será uma exposição final com tudo o que foi feito durante as oficinas de trabalho”.

Para se organizarem, basta olharem para a programação e, se não puderem fazer tudo, escolher. Opções não faltarão. É para aproveitar esta garraiada artística.

Texto de Carina Correia
Fotografia de Bruno Pires

(Publicado a 11 de Junho de 2015)