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Vai uma charada?

  DSC_4425A Preguiça foi ao Puzzle Room Coimbra e vibrou com a experiência. Com muita curiosidade e vontade de enfrentar o desconhecido, lá fomos à casa nº 22, da rua Bartolomeu Dias, no Bairro Norton de Matos. João Alves, o mentor, abriu-nos a porta e só depois do jogo terminar nos explicou o que o levou a trazer para Coimbra esta forma tão bem conseguida de fugir à rotina quotidiana.

Aceitámos o desafio, juntámos cinco amigos e fomos tentar desvendar o mistério. O Puzzle Room só pode ser jogado com grupos de duas a cinco pessoas, que é quantidade ideal para maximizar a experiência. Íamos completamente virgens no que respeita a ter experiência e conhecimento em qualquer escape game, o conceito base proveniente dos jogos online. Aqui, entramos numa casa antiga, a porta fecha-se e temos uma hora para tentar sair, através da resolução de charadas que nos vão contando uma história.

“Tudo surgiu a partir do momento em que me vi na iminência de regressar para Coimbra. Estava em Lisboa e foi lá que tive contacto com o Puzzle Room. Nunca tinha feito nada do género, experimentei e fiquei com o bichinho. E após alguma pesquisa na área, houve possibilidade de abrir cá um, com a ajuda e o apoio do pessoal de Lisboa”, contou João.

Aberto desde o dia 10 de Abril passado, o Puzzle Room funciona todos os dias, de dia e de noite, basta marcar uma hora. A casa nº 22, preparada previamente para o efeito, dá então espaço ao Projecto 22, que nos leva aos anos sessenta e onde a personagem principal é Amadeu Vilaça, um professor universitário que está desaparecido. “Esta história foi feita por mim de raiz, apesar das charadas serem uma réplica das do Puzzle Room de Lisboa. Este é um primeiro capítulo e a ideia é desenhar a sua continuação”.

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Mas afinal o que é o Puzzle Room? “É um jogo. É uma actividade de grupo que pretende ser diferente, que oferece um programa para quem quer estar com os seus, sejam amigos, familiares ou colegas. É lançado um desafio em que os jogadores são confrontados com um mistério. Têm de o desvendar dentro de 60 minutos e encontrar a chave para sair. Com o consentimento que nesse tempo vão estar fechados num espaço”, disse João num tom nada enigmático, podem ficar descansados. “As pessoas juntam-se, trabalham em equipa e são cúmplices. Acima de tudo devem divertir-se e passar uma hora diferente”.

Não havendo limite de idade, esta é uma proposta onde as crianças são bem-vindas. Não é preciso utilizar os músculos, basta exercitar o cérebro. “O que é preciso é sermos perspicazes, usarmos as nossas capacidades de raciocínio, de concentração e estarmos atentos às pistas. Há uma história que serve de fio condutor e portanto, temos de estar atentos aos pormenores”.

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João vê o que se passa dentro das salas através de uma câmara e intervém quando é necessário, só mesmo quando é necessário. Nem sempre a rapidez e o raciocínio são os melhores amigos e quanto a resolver charadas sob pressão, por vezes, tende a piorar. “Tenho que dar uma ou outra pista de vez em quando”, conta. A nós também deu, confessamos.

Esta é uma oferta aliciante, para estreantes ou para habituados a este tipo de jogos. Os preços por grupo são de 40€ entre segunda a quinta e 50€ às sextas, fins-de-semana e feriados. Se forem estudantes, a estes valores aplica-se um desconto de 20%.

Com algumas ideias e projectos já pensados para consolidar o presente e manter-se no futuro, o Puzzle Room Coimbra promete ser uma experiência que veio para ficar. “Assim as pessoas adiram e tirem prazer de jogar este jogo”.

Deixamos aqui uma dica: 60 minutos passam muito rápido. A Preguiça ficou a dois passos de desvendar o mistério. Venha o próximo capítulo!

Texto de Carina Correia
Fotografia de Bruno Pires

(Publicado a 11 de Maio de 2015)