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Ouvir e Aprender

  BPI_2721Atenção crianças e pais que este artigo é para vós. Se gostam de ouvir histórias e sons, se gostam de adivinhar e perceber o que se passa à vossa volta, têm agora novas formas de o fazer. O projecto Audiolândia acabou de nascer e de criar dois audiolivros para o público mais jovem. A Preguiça esteve no Justiça e Paz a falar com Sara Reis e Samuel Alexandre, os seus dinamizadores.

Sara e Samuel são de Coimbra, estudaram em Coimbra e foi por cá que decidiram, há pouco mais de um ano, criar a Audiolândia, um projecto direccionado para as crianças. Os primeiros produtos apresentados são dois audiolivros: um com histórias e outro com actividades.

A ideia surgiu como forma de preencher diversos interesses que se foram manifestando ao longo do tempo. “Por um lado, gostamos muito de literatura e temos consciência que esta devia desempenhar um papel importante na educação das crianças. Por outro, e seguindo a voga do empreendedorismo, tínhamos o desejo de desenvolver o nosso projecto e de criar o nosso próprio emprego”, narram satisfeitos a sua própria história.

A partir da ideia, seguiu-se um intenso trabalho de pesquisa. Era importante perceber o que o mercado já oferecia e qual o interesse dos produtos que tinham em mente. Após uma concepção cuidada surgem então dois cds cujos conteúdos preenchem necessidades distintas. “Um tem uma vertente mais didáctica e outro tem uma vertente mais lúdica”.

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‘Escola dos Sons’ é um ‘livro’ de actividades para crianças dos 3 aos 6 anos. O objectivo é “chamar a atenção para aspectos presentes no dia-a-dia e de que se calhar nem se apercebem”. O exercício proposto é ouvir sons e adivinhar o que representam. Desde animais, instrumentos musicais ou profissões.

‘Animais que me falaram’ é um ‘livro’ que conta histórias clássicas da literatura infantil para crianças entre os 7 e os 10 anos. “Procurámos textos com que o público se identificasse de alguma forma. São autores conhecidos, são histórias que para além de serem populares têm uma dimensão ética e moral, ensinam”. La Fontaine, Irmãos Grimm ou Hans C. Andersen são alguns dos autores que podemos encontrar.

Sara e Samuel garantem que o seu produto se destaca pela dinâmica introduzida, quer na narração, quer na reprodução de sons. “Do que conhecemos que existe no mercado de audiolivros, a maioria foca-se apenas na narração e não são complementados com música ou efeitos sonoros”. Cada personagem apresentada tem uma voz, sublinhando assim a sua personalidade e aumentado o estímulo. “Contactámos entidades de Coimbra e surgiram pessoas com experiência na área, como o teatro e a rádio”. Neste caso, o TCSB e a RUC.

Para além disso, há um trabalho extra de adaptação do conteúdo. “Estes textos são datados, com vocabulário que podia causar alguma estranheza às crianças de 2014. Fizemos uma adaptação, respeitando obviamente o conteúdo original”. Todo o trabalho de adaptação, recolha de sons, edição e sonoplastia é feito pela dupla. “Só não fizemos o design”, confessam.

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Já com feedback positivo por parte de escolas e infantários que se disponibilizaram a mostrar aos seus alunos estes audiolivros, o passo seguinte é o primeiro evento de apresentação na FNAC no próximo dia 14, às 15h30. “Nesse evento vamos contar com a participação de algumas das vozes e vamos reproduzir algumas histórias”.

Quem quiser adquirir estes ‘livros’ pode ir até à Casa do Castelo, na Rua da Sofia, à FNAC a partir de Domingo ou então na loja online. Ainda no berço mas com ideias de crescer, a Audiolândia veio para ficar e encantar. Como gostam de dizer, “os meios são caseiros mas o resultado é 100% profissional”.

Boas histórias!

Texto de Carina Correia
Fotografia de Bruno Pires

(Publicado a 11 de Dezembro de 2014)