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Rui Bebiano

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Investigador e docente na Faculdade de Letras e director do Centro de Documentação 25 de Abril, Rui Bebiano fez uma pausa numa crítica literária que tem em mãos e foi comer um pastel de nata connosco ao Largo da Portagem. Apreciador dos espaços verdes da cidade, com excepção do Jardim da Sereia, que considera abandonado, nunca levaria um amigo ao Portugal dos Pequenitos.

Gosto de Coimbra porque…
É a cidade onde escolhi viver e aquela onde consigo combinar uma vida razoavelmente tranquila com uma abertura permanente às coisas do mundo. Também gosto de Coimbra porque me fui habituando a conviver com os seus defeitos (muitos) e as suas capacidades (imensas).

Figura mais emblemática da cidade:
Hesito entre duas que não nasceram em Coimbra mas aqui moraram e marcaram a vida do país, da cidade e de muitos dos que por cá passaram: Antero de Quental e José Afonso.

Em Coimbra, irrita-me…
A obsessão com uma identificação da cidade com o “passado” e a “tradição”. São importantes, sem dúvida, mas tornam-se negativos quando naturalizam uma visão essencialmente nostálgica que fecha os que a habitam sobre a sua própria memória. Também me irrita algum desleixo na organização e na projeção do tecido urbano.

Sítio preferido:
Agora raramente lá vou, e sei que tem vindo a perder parte das suas capacidades como pulmão da cidade, mas ainda continuo a gostar da mata do Choupal e de por lá andar, pensando que estou noutro lado e que um dia terei uma vida mais próxima da natureza.

Melhor esplanada:
A do Mosteiro de Santa Clara, sem dúvida. Em alguns dias e horas, também gosto de alguns dos espaços do Parque Verde.

Melhor sítio para comer:
O Casas do Bragal é o melhor sítio de Coimbra para comer. Só lamento o facto de nem sempre ser fácil explicar aos amigos de passagem a maneira de lá chegarem sem se perderem.

Melhor sítio para beber copos:
Bebo menos copos do que bebia há uns anitos, mas sobretudo ao fim da tarde e nas noites de verão gosto do Bar-Galeria Santa Clara.

O que faz no dia do cortejo da Queima das Fitas?
Como não é evento que me diga alguma coisa – sou da geração estudantil que o considerou irrelevante – sempre que posso saio da cidade e vou até um sítio bonito. Outras vezes aproveito para pôr o trabalho atrasado em dia.

Onde costuma estacionar quando vai à Baixa? Dá moeda ao arrumador?
Normalmente no estacionamento do Parque Manuel Braga ou no do Arnado. Como são parques pagos, essa “necessidade” não se põe.

Onde é que não leva um amigo de visita à cidade?
Ao Portugal dos Pequenitos, claro.

Se pudesse demolir alguma coisa em Coimbra, o que seria?
Ocorrem-me diversos espaços e edifícios, mas não sou capaz de me decidir por um só.

Um espaço desaproveitado:
O Jardim da Sereia, definitivamente. Tão bem situado e tão abandonado.

Melhor espectáculo que viu:
Já vi tantos e tantas! O último de que gostei mesmo muito foi o do músico islandês Oláfur Arnalds. E tenho sempre saudades (aqui sim, há alguma nostalgia) dos velhos Encontros de Fotografia, um acontecimento da cidade que mobilizava gente vinda do país inteiro e de fora dele.

Último museu que visitou:
O de Santa Clara-a-Velha.

Para relaxar/estar sozinho…
Procuro espaços onde seja possível escutar o silêncio, que atualmente é um bem raro e precioso. Tenho alguns santuários mas, lamento, não digo quais são pois dessa forma deixariam de o ser.

Para me informar sobre o que acontece em Coimbra…
Leio ou folheio os jornais da cidade. Estou também atento às redes sociais, apesar dos seus defeitos cada vez mais úteis. E, claro, à Preguiça.

Estou a responder a este inquérito…
No meu escritório doméstico. Durante um intervalo na leitura de um livro relacionado com um projeto no qual estou a trabalhar com muito prazer (misturar trabalho e prazer é um privilégio, bem sei). Como quase sempre, com música nos ouvidos e na cabeça.

Questionário de Carina Correia

(Publicado a 22 de Outubro de 2014)