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As novidades do TAGV

BPI_9280Com a nova temporada de programação no início, a Preguiça foi mais uma vez ao Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) tentar saber novidades para vos dar. Do presente até Julho de 2015 muito acontecerá, garantiu-nos quem comanda as operações nos bastidores da programação. Fernando Matos Oliveira, director do TAGV, levantou a ponta do tapete e falou-nos de alguns projectos que, para já, ainda não constam dos folhetos informativos que o Teatro fornece. Leiam este artigo e estejam atentos, porque acção não vai faltar pelos lados da Praça da República.

Começamos por revelar que na primeira quinzena de Dezembro irá ser anunciada a data de apresentação pública do projecto “Centro de Dramaturgia Contemporânea”. Em que consiste este projecto? “É uma parceria entre o CEIS20 (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX), o Curso de Estudos Artísticos e o TAGV, no sentido de criar uma plataforma de reflexão, estudo e acompanhamento da dramaturgia contemporânea no espaço português e no espaço de língua portuguesa”. Já em fase adiantada, esta plataforma contará com diversos documentos, textos, ensaios, entrevistas, biografias de autores, em vários formatos disponíveis. “A ambição é que este Centro seja um lugar integrado para um encontro de pessoas que estão na Universidade, nos grupos de teatro, ou jornalistas da área da cultura, que possam ter uma plataforma com documentação e reflexão sobre artes performativas hoje no espaço da lusofonia”. O director do TAGV garante que “este é o primeiro passo” de um projecto que “junta uma série de interesses que as diferentes entidades envolvidas partilham e que se pretende que cresça e continue independentemente das pessoas que o dinamizam à partida”.

Outro assunto que não resistimos a chamar à conversa, até porque somos todos visados, foi a tão esperada renovação das cadeiras da sala. O director não se espantou com a questão, pelo contrário, e esclareceu-nos. “Temos uma preocupação genuína com a urgência da renovação do equipamento, não só as cadeiras, e que temos vindo a fazer passo a passo. Já recuperámos a fachada do edifício, o café/bar e agora é a vez das cadeiras e também do palco. É preciso ajustar a dinâmica do espaço e a arquitectura de cena com aquilo que são as linguagens de hoje”. Mas de facto, “as cadeiras estão em fim de vida há alguns anos, embora com uma resistência enorme. A sua estrutura em madeira é notável o que nos levará aliás a não substitui-las mas sim a recuperá-las. Não temos um calendário para anunciar esta acção, contamos com o empenho e boa vontade da Universidade e da Reitoria e era bom que fosse ainda esta temporada. O conforto é muito importante”.

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Passando agora para o que podemos esperar de conteúdos, o director do TAGV continuou entusiasmado com a ideia de nos dar novidades. “Vamos voltar a ter os Caminhos do Cinema Português, depois de um interregno. É um excelente regresso, depois de tantas dificuldades, como sabemos não só com os Caminhos mas com muitos outros projectos em Portugal”. Podemos também contar em Coimbra com a segunda edição dos “Encontros de Novas Dramaturgias” que se irá realizar em Março de 2015, em torno da comemoração do dia Mundial do Teatro (dia 27). “A primeira edição foi no Teatro São Luiz e este é um projecto com orçamento próprio, financiado pela DGArtes. Consiste em debates, leituras encenadas e encontros. Iremos convidar alunos das áreas das artes de todo o país a estarem presentes e iremos acomodá-los e implicá-los nas actividades”. Não ficou por referir a Semana Cultural da Universidade, cuja programação “ainda não está terminada”.

Com uma “forte programação na área do cinema”, nomeadamente o Cinema à Segunda, a Festa do Cinema Francês, a iniciativa dos filmes russos para a infância (traduzidos e legendados pelo Centro de Estudos Russos da UC) e as extensões de festivais com que já contamos habitualmente (Kino, Italiano, Doclisboa, etc.); com uma nova aposta na música pop-rock “para as gerações mais novas que tinham essa necessidade” e com uma programação teatro/dança que celebra “um compromisso entre artistas emergentes e artistas consagrados”, o TAGV segue assim o seu destino.

Como o director faz questão em dizer, “o TAGV é um teatro universitário, mas não num sentido absoluto. Sim, tem uma relação histórica com a Universidade, mas representa um importante papel na cidade, como um todo. É reconhecido como Teatro de programação pública e daí a importância da existência destas linhas de programação distintas”.

Esperemos que as vossas agendas tenham ficado mais preenchidas. Bons espectáculos!

Texto de Carina Correia
Fotografia de Bruno Pires

(Publicado a 6 de Outubro de 2014)