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Novas cores no Arco

  BPI_4933Esta semana damos a conhecer mais uma loja adepta do conceito de compra e venda em segunda mão. A Preguiça visitou a Banana Chiclete – Vintage e 2º Mão, situada numa das zonas históricas mais emblemáticas da cidade. Sara Nunes, uma das sócias deste projecto, falou connosco sobre este seu sonho tornado realidade.

Foi em Novembro de 2013 que o Arco da Almedina ganhou uma nova imagem com a abertura de uma loja que é, literalmente, cheia de cor. “Já tinha esta paixão há algum tempo, até porque conheço muitas lojas de segunda mão, dentro e fora do país. Sou uma fã deste tipo de conceito e artigos”, confessa Sara.

A localização não podia ser melhor. Aliás, esse foi sempre um factor determinante para o avanço deste negócio. “Queria que a loja estivesse localizada num sítio especial, onde se enquadrasse na perfeição. Surgiu esta oportunidade e não deixámos escapar”.

Ao percorrer os dois andares que compõem a Banana Chiclete, fica-se com a nítida sensação que nada é feito ao acaso. As roupas, o calçado, os acessórios, os móveis e os artigos de decoração estão cuidadosamente colocados, prontos a abrir o apetite dos olhos e das mãos de quem visita. Tudo o que se encontra no interior da loja é para venda.

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Como já não será novidade para os leitores, o método de aquisição de material é a consignação. “As pessoas deixam cá os artigos à consignação. Tudo é sujeito a uma pré-análise, pois tudo tem de estar em bom estado de conservação para ser vendável”. Sara alerta também que todos os artigos que são deixados (roupa e acessórios) devem estar lavados, menos agasalhos e casacos, pois é a própria loja, em parceria com uma lavandaria, que faz esse trabalho. A percentagem a que fornecedor e vendedor têm direito após a venda, é definida antecipadamente e depende de produto para produto.

Os móveis vintage existentes neste espaço, são também fruto de uma parceria que a Banana Chiclete tem com uma loja de decoração. “Desde que a loja abriu, já remodelámos o espaço com novos móveis porque vendemos os anteriores. Temos uma parceria com a Go Vintage, que decora a nossa loja e nós vendemos esses produtos”.

Para esta proprietária está claro que o público-alvo é maioritariamente constituído por turistas. “Os turistas aderem melhor que os portugueses, que só agora começam a ter uma maior sensibilidade para este conceito. É curioso verificar que os turistas ficam muito contentes quando se apercebem que é uma loja de segunda mão e raramente levam só uma peça”.

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Quando perguntámos o que diferencia esta loja das restantes, a resposta fez-se pronta. “Pretendemos que se diferencie pela interactividade e dinamismo. Tentamos sempre fazer alguma actividade que interaja com as pessoas”. Exemplos como um saxofonista na altura do Natal, uma tarde de gin ou uns pastéis de nata no dia dos namorados, fazem perceber o que se pretende dizer com dinamismo.

E as ideias não ficam por aqui. Já em Março uma pequena esplanada tornará possível, a quem nela se instalar, saborear alguns produtos tipicamente portugueses. Agora só resta passar por lá e confirmar.

Texto de Carina Correia
Fotografia de Bruno Pires

(Publicado a 20 de Fevereiro de 2014)