• Photobucket

Home / Tendências / Vai um corte?

Vai um corte?

  BPI_2123Esta semana a Preguiça foi ao cabeleireiro. Não fomos cortar o cabelo, nem pintar ou fazer madeixas. Fomos falar com Christine Figueiredo, proprietária do Christine F|Cabeleireiro e saber o que tem para oferecer aos cabelos da cidade.

A diferença entre este cabeleireiro e muitos dos restantes existentes pela cidade é desde logo a sua localização. Dentro do bar Feito Conceito, embora mantendo a sua autonomia, está a sala com as cadeiras, os espelhos, o lavatório, os secadores e as tintas.

Christine é a cabeleireira de serviço e contou como foi lá parar. “Este espaço abriu há oito anos. Entrei logo nesse início, mas entretanto saí. Voltei há cerca de um ano, quando recebi o convite para o vir explorar”. Neste momento está a trabalhar sozinha e garante “que dou conta do recado, não se justifica ter mais ninguém para já. Assim dá mais luta e a luta é precisa na vida”.

BPI_2118

Outro factor que diferencia este cabeleireiro é o seu horário de funcionamento: entre as duas da tarde e as dez da noite. “Compensa ter este horário, até porque muita gente trabalha e não pode vir noutras horas. Para além disso, uma vez por mês prolongo o horário até à meia-noite”, acrescenta. Podemos assim aceder mais facilmente a uma vontade repentina e incontrolável de modificar o nosso cabelo que se apodere de nós numa qualquer noite.

Tendo nascido e vivido em Paris, Christine mudou-se para Portugal há catorze anos. “Foi em Paris que fiz o curso e onde ganhei os meus primeiros anos de experiência como cabeleireira. Entretanto fui trabalhar para Lisboa e mais tarde aqui em Coimbra”. Com um estilo que a própria considera ser arrojado, confessa que é isso que também gosta de criar e que mais a desafia no seu trabalho. “O que me dá mais gozo é fazer cortes de cabelo arrojados, diferentes”. Posto isto, não é ao acaso que a maioria dos seus clientes pertence a uma faixa etária mais baixa. “Uma grande parte dos meus clientes são jovens, apesar de ter clientes mais velhos”.

Desenganem-se aqueles que acham que cortar o cabelo é tarefa fácil. Não é, garante-nos esta profissional. “Existem métodos e técnicas para cortar o cabelo, não é ao acaso. É preciso saber por onde vamos e por onde podemos ir”. Para isso, Christine primeiro faz um diagnóstico ao cabelo seco, conversa com o dono do cabelo e tenta perceber o que ele quer e o que não gosta. “Faço muito aconselhamento sobre o que pode ficar bem e o que não resulta. As pessoas gostam disso e procuram esses conselhos. Além do mais, também ensino a tratar do cabelo em casa”.

BPI_2116

Funcionando por marcações, este cabeleireiro não se esquiva a quem aparecer de repente. A espera da vez torna-se aqui uma tarefa menos penosa do que a habitual. “Enquanto esperam, as pessoas podem ir ao bar e beber um café ou um copo. Isso faz toda a diferença”.

Os projectos futuros de Christine passam essencialmente por “manter a carteira de clientes que já tenho” e por angariar novos. A aposta em publicidade é a próxima coloração a dar. “Muita gente passa na rua e nem sabe que aqui há um cabeleireiro. Temos de fazer uma maior divulgação”.

Aproveitando a deixa, pedimos então algumas palavras que definam o Christine F |Cabeleireiro. “Quero que as pessoas venham cá e se sintam à vontade. Nem sempre é fácil ir ao cabeleireiro, por vezes há receio. Mas este espaço é tão informal que esse receio não é necessário. A ideia é que as pessoas se sintam em casa”.

Texto de Carina Correia
Fotografia de Bruno Pires

(Publicado a 16 de Janeiro de 2014)