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Casa Abílio

BPI_9229 Eis-nos chegados ao final da primeira aventura da “Comezainas”. Por vós colocámos o nosso colesterol em risco para revelar a melhor bifana de Coimbra. Visitámos 7 dos mais tradicionais restaurantes da cidade, uns já nossos conhecidos, outros verdadeiras surpresas, mas todos eles dignos de visita. Numa altura em que a restauração passa por grandes dificuldades, é urgente apoiar estas casas antes que se lamente o seu fecho, e a melhor forma de o fazer é visitá-las. Se vos despertámos a curiosidade, o nosso primeiro objetivo foi cumprido.

Terminámos esta primeira “série” na Casa Abílio, situada na rua em frente à Casa Costa, nossa anfitriã da edição passada. Pela sua proximidade, a clientela é muito idêntica: lá encontramos o guarda prisional, o trolha, o militar do quartel ao lado e o senhor doutor que se mantém fiel à casa desde os tempos de estudante. Nas paredes podemos encontrar desde brasões dos bombeiros de norte a sul de Portugal a merchandising de vários clubes de futebol, dos 3 grandes à Académica há espaço para todos no Abílio.

Se a proximidade dos dois restaurantes resulta num ambiente similar, seria de esperar que as bifanas fossem também elas idênticas, à semelhança do que aconteceu com o Tony das Bifanas e o Mijacão, onde foi difícil eleger a melhor. Aqui a Casa Abílio facilitou-nos a escolha.

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Pela primeira vez nestas 7 edições apresentaram-nos uma bifana com a febra grelhada, num pão de água e com uma folhinha de alface a servir de cama à carne. Fiquei em choque. Para mim bifana é sinónimo de sucos a escorrer pelas mãos, mas o que me apresentaram foi uma fatia de carne que já tinha passado do ponto, muito passada, a pedir muita mostarda e uns copos para empurrar. É com certeza mais saudável, mas se a nossa ideia fosse comer algo saudável, teríamos pedido um qualquer peixe grelhado. O que queríamos era carne frita!

Foi com espírito de missão que a primeira foi despachada. É uma bifana sem história, a carne não tem nenhum tempero especial, é a mesma que se serve nos pratos do dia e, sendo assim, vale mais pedir umas febras grelhadas com batatas fritas.

Ainda dei uma segunda oportunidade mas, apesar da carne estar muito mais suculenta, a segunda bifana não deu para evitar a desilusão. A Casa Abílio é um óptimo restaurante para almoçar com uma variedade imensa de pratos de comida tradicional mas se é uma bifana que procuram, há alternativas muito melhores na cidade, inclusive ali ao lado.

Se seguiram as 7 edições da “Comezainas”, é fácil descobrir qual foi a melhor bifana entre as testadas: a Casa Borges é sem dúvida a grande vencedora deste périplo, quer pela qualidade da iguaria, quer pela simpatia e ambiente. Leva o selo de aprovada da “Comezainas” e vale sem dúvida a vossa visita. Experimentem!

Depois da bifana, a “Comezainas” volta daqui a quinze dias com um novo petisco. Estejam atentos.

Texto de Bruno Raposo
Fotografia de Bruno Pires

(Publicado a 05 de Dezembro de 2013)