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Raquel Freire

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Raquel Freire fez uma pausa no trabalho – está a escrever o filme “Transibericlove”, a partir do livro homónimo, que lançou em Junho – e deu um salto ao Largo da Portagem. Foi em Coimbra que a cineasta e activista social aprendeu a ser cidadã. Diz que a Associação Académica está mal aproveitada: “Às vezes pergunto-me se com tudo o que se está a passar os estudantes de Coimbra ainda estão vivos, ou se metem soporíferos na água”.

Gosto de Coimbra porque…
É a cidade dos meus “verdes anos”. Não é só uma cidade. É uma estufa. Uma reserva natural para estudantes, onde vivem em plena liberdade. Uma espécie de doce, entre a adolescência e a idade adulta. Foi lá que vivi a revolução dos estudantes nos anos 90. Foi em Coimbra que aprendi o que é ser cidadã.

Figura mais emblemática da cidade:
A Universidade.

Em Coimbra, irritam-me…
Os velhos do Restelo que vivem na bolha da praxe, sem perceberem o quanto é anti-democrática a violência sobre as pessoas mais jovens. É um retrocesso civilizacional.

Sítio preferido:
Os telhados de Farmácia.

Melhor esplanada:
Tropical.

Melhor sítio para comer:
Numa república.

Melhor sítio para beber copos:
Numa república.

O que faz no dia do cortejo da Queima das Fitas?
Filmo. Olha o “Rasganço”: as cenas da Serenata e da Queima foram filmadas em modo documentário.

Onde costuma estacionar quando vai à Baixa? Dá moeda ao arrumador?
Não tenho viatura. Vou a pé.

Onde é que não leva um amigo de visita à cidade?
Ao queimódromo.

Se pudesse demolir alguma coisa em Coimbra, o que seria?
O queimódromo

Um espaço desaproveitado:
A Baixa. É fundamental reabilitar a Baixa da cidade. E a Associação Académica de Coimbra, incluindo a Direcção-Geral. Às vezes pergunto-me se com tudo o que se está a passar os estudantes de Coimbra ainda estão vivos, ou se metem soporíferos na água.

Melhor espetáculo/exposição que viu:
Muitos. Destaco os Encontros de Fotografia, o Festival Caminhos do Cinema Português e o último concerto dos Ornatos Violeta, durante as filmagens do “Rasganço”. Ainda hoje me arrepio quando me lembro desse momento mágico.

Último museu que visitou:
A Faculdade de Direito, onde estudei.

Para relaxar/estar sozinha…
Vou ao bar da Faculdade de Medicina, onde filmei um dos meus planos do “Rasganço” preferidos, com uma vista lindíssima sobre a cidade e o rio. Ou às catacumbas romanas. Depende do estado emocional.

Para me informar sobre o que acontece em Coimbra…
Pergunto à Ana Cristina Santos, ao Alexandre Carvalho, ao Pedro Medeiros e à Sofia José Santos: aos amigos.

Estou a responder a este inquérito…
Enquanto escrevo o meu próximo filme, “TRANSIBERICLOVE”, a partir do meu romance com o mesmo nome. É a primeira vez que escrevo em francês, está a ser um desafio artístico gigantesco.

Questionário feito por Carina Fonseca

(Publicado a 28 de Novembro de 2013)