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À espera da Cinderela

BPI_7914 João Gomes, de 28 anos, e Inês Amado, de 26, tinham há anos a ideia de abrir uma loja de roupa em segunda mão e mobiliário de autor. No passado dia 1, deram-lhe forma. A Yard Sale, na Avenida Afonso Henriques, em Coimbra, é um espaço onde casacos, camisolas, vestidos e sapatos vintage aguardam as suas Cinderelas.

“O que é bonito, numa loja de roupa em segunda mão, é que está sempre à espera de uma Cinderela. Muita gente experimenta uma peça e fica-lhe demasiado pequena ou demasiado grande”, conta João, apontando um casaco de Inverno que está na montra. “Todos o experimentam, mas ainda não chegou a pessoa perfeita para ele”.

Tudo o que está na Yard Sale é para venda, menos o balcão. Isso inclui vestuário e acessórios, para mulher e homem, sobretudo das décadas de 80 e 90, oriundo de Espanha e dos Estados Unidos, mas também mobiliário criado por João, designer de equipamento, muito à base da reciclagem.

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Por exemplo, o móvel onde estão os artigos de pele da Noise Goods (a ideia também é dar espaço a artistas convidados), nasceu da junção de uma mesa dos anos 60 e de um móvel que andava perdido lá em casa.

Selecção criteriosa

Não que a loja tenha muitas peças. O casal – ele português, ela espanhola – faz questão de privilegiar a qualidade, em detrimento da quantidade. A temporada que João passou a estudar em Madrid, cidade onde mora a namorada e abundam as lojas de artigos em segunda mão, ajudou-os a perceber o que não queriam fazer.

“O que se passa em muitas lojas é que estão cheias, parecem um armazém. Há pouca paciência [para procurar peças], o que é fatal para o negócio. Preferimos um espaço aberto”, explica o designer. Ali, só entram peças em bom estado, “algumas, praticamente novas”, a contrariar a ideia, “muitas vezes verdadeira, de que roupa em segunda mão é roupa estragada”.

Para já, o casal não compra peças a particulares, preferindo recorrer aos fornecedores e alterar algumas que não reúnem os requisitos para figurar na loja tal como estão. “Recebemos vestidos que fazem mal à vista, mas cujo tecido é fantástico”, exemplifica João. E levanta um pouco o véu: “Quando tivermos um stock volumoso de peças recicladas, entrará para venda. Estamos a pensar fazer uma linha própria”.

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Na Yard Sale, “até a música que passa é usada – só versões, nada original”. Aquando da visita da Preguiça, o artigo mais barato custava 8 euros (os pólos masculinos) e o mais caro 37 euros (um casaco de pele). De duas em duas semanas, pelo menos, chegam novidades.

Loja online dentro de dias

A partir de domingo, os clientes da Yard Sale vêem alargado o leque de escolhas, com a abertura da loja online, que terá um stock diferente do da loja física. “Muitos amigos da Inês, em Espanha, enamoravam-se de roupa e não podiam comprá-la”, conta João. Isso deixará de ser problema, tanto para eles, como para quem se encontre noutras paragens.

A Yard Sale está aberta de terça a sábado, das 10.30 às 13.30 horas e das 15.30 às 19.30 horas. À segunda-feira, está fechada de manhã.

Texto de Carina Fonseca
Fotografia de Bruno Pires

(Publicado a 28 de Novembro de 2013)