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Leitaria Avenida (Café Madeira)

BPI_4558 Esta semana no “Comezainas” continuámos a nossa demanda em busca da melhor bifana de Coimbra noutra leitaria. Depois de na edição anterior nos termos deliciado na Cervejaria Borges, antiga Leitaria do Castelo, desta feita fomos à Leitaria Avenida, também conhecida por Café Madeira.

Situada na Avenida Dias da Silva, perto da Faculdade de Economia, a Leitaria Avenida para quem passa na estrada é apenas um pequeno café. Já lá tinha passado imensas vezes e sempre me passou despercebido. Acredito no entanto que seja uma instituição sagrada para muito estudante da faculdade, mas como os números não são o meu forte nunca lá tinha entrado.

Apesar da aparência de pequeno café, possui uma sala de refeições bastante ampla, meio escondida, ao fundo. Ao entrar sente-se logo o cheiro a bifanas, ou não estivéssemos em dia de jogo grande, com o Benfica a jogar na Liga dos Campeões. Não poderíamos ter escolhido melhor altura para esta visita: a sala estava cheia de adeptos encarnados a sofrer com as defesas do mal amado Roberto. As bifanas chegavam às mesas com uma cadência só superada pelos finos que refrescavam as gargantas já irritadas com tanto golo falhado. Foi neste ambiente de sofrimento que nos instalámos e ficámos a ver o jogo enquanto não chegavam as bifanas. Em jeito de primeiro balanço: é um bom local para ver os jogos.

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Apesar da casa bem composta, o serviço mostrou-se bastante eficiente com as bifanas a chegarem depressa à mesa. Estas são apresentadas em papo-seco levemente tostado e estaladiço, com poucas diferenças do que temos visto anteriormente.

É de salientar que ainda não nos deparámos com uma má bifana neste périplo, e esta não é exceção. As dicas que nos têm dado de sítios a visitar têm-se revelado certeiras, o que nos dificulta a vida na hora de fazer um ranking das melhores. A da Leitaria Avenida é boa, cai lindamente a acompanhar os finos enquanto se vê a bola, mas falta-lhe algo para a colocar no topo da nossa lista. A carne é bem temperada, mas apresenta alguma gordura que deveria ter sido aparada e achei-a demasiado grossa, o que a tornava algo elástica. Na segunda bifana que provei este problema não era tão evidente, mas mesmo assim penso que as fatias deveriam ser mais finas. Sente-se também a falta da suculência que experimentámos na bifana do Borges, que passou a ser o nosso termo de comparação, mesmo que de forma inconsciente. A mostarda não tinha marca, com a curiosidade de estar numa embalagem vermelha, o que levou a que a principio pensasse que se tratava de ketchup.

Depois de cinco visitas em busca da melhor bifana, começam a ser os pormenores que fazem a diferença, e são esses pormenores que fazem com que esta não seja a melhor bifana que provámos. Gostámos no entanto do ambiente, da simpatia e o facto de ser provavelmente o único estabelecimento em Coimbra onde o dono é anão acaba por lhe dar um certo carisma. Vale a pena a visita.

Na hora de pagar pediram-nos 1.80 euros, um valor que está na média do que temos visto.

Texto de Bruno Raposo
Fotografia de Bruno Pires

(Publicado a 07 de Novembro de 2013)

1 comment

  • Tchiii… as bifanas do Madeira!!! Frequentei esse tasco 6 anos da minha vida. Quando um gajo estava ressacado eram as melhores bifanas do planeta! Fora isso… os tremoços eram melhores. 🙂

    P.S.: o anão não é empregado, é dono.

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