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Bye Bye Mambo

Os New Kind Of Mambo são Tiago Fonseca (voz, guitarra, theremin), Jorge Domingues (teclados) e Sofia Leonor (bateria), um cocktail explosivo de guitarra, órgão e batidas primitivas. Nascidos em Coimbra em 2011, os New Kind of Mambo acabam de editar pela SURF + TURF o seu EP “Bye Bye Mambo”, com influências que vão do garage ao surf, do punk ao blues e do r’n’b ao rock’n’roll. É um EP que terá sido trabalhado entre grandes palcos e outros mais pequenos, entre a garagem de ensaios e o estúdio de gravação. A Preguiça esteve à conversa com os New Kind of Mambo para conhecer melhor este “Bye Bye Mambo”.

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Começamos pelo início. Qual a história da formação dos New Kind of Mambo e qual a história e origem do nome New Kind of Mambo?

Tiago: O nome New Kind Of Mambo é retirado de um tema dos Deja Voodoo, que era uma banda canadiana que esteve activa durante os anos 80 e que praticava o que eles próprios chamavam sludgeabilly – no fundo é um rock’n’roll extremamente primitivo e minimal. Depois descobri que o tema é original de uma artista r’n’b norte-americana, a Big Maybelle – trata de linguagem, se não sabes o que hás-de chamar ao barulho que ouves ao passar à porta de um bar a meio da noite, chama-lhe um new kind of mambo, qualquer coisa assim. Quanto à formação, chegamos ao trio a partir do desejo de querer acrescentar algo mais sobre a ideia com que começámos, que era composta apenas por uma guitarra e um kit de bateria reduzido ao que achamos essencial para o mambo (apenas duas peças). Com a entrada do Jorge (Farfisa / Bass Keys) e da Sofia (Bateria), construímos sobre as opções que viríamos a ter disponíveis em todos os departamentos e aperfeiçoámo-las. Naturalmente a banda começou a desenvolver um som mais psicadélico e também mais pesado.

Tiago, já tiveste uma serie de projectos em Coimbra, Major Dick & Captain Woody, Les Porn Groove. O que é que os New Kind of Mambo têm de diferente?

Tiago: Enquanto os MD&CW foram um projecto de blues algo exagerado, e com uma sonoridade muito jukejoint, os Porn Groove tentavam fazer uma cena mais funky / r’n’b com duas guitarras. NKOM começa com uma base rock’n’roll dos primórdios, à Bo Diddley, música para festa.

Sofia: Agora com a nova formação soa mais a uma cena power pop garageira, com fuzz pelo meio e momentos “college” radio.

Todos os teus projectos têm uma forte vertente garage e rock n roll. Enquanto apaixonados pela música e com certeza ouvintes de outras músicas, porquê tocar rock n roll?

Tiago: Rock n roll pode ser sinónimo de muitas coisas – o termo vem de uma referência ao acto sexual, logo acredito que tenha a ver com diversão, transcendência e algum espirito de iniciativa à mistura.

“Bye Bye Mambo” é o vosso primeiro registo. São 7 músicas, consideremo-lo um EP. Quais as vossas expectativas com esta edição?

Jorge: Queríamos gravar um EP que fosse representativo da nossa sonoridade, uma vez que com os concertos e trabalho que fizemos nos fomos gradualmente distanciando do registo da primeira demo. Achámos por bem registar isso tudo, até porque sentimos também que havia ali temas que precisavam de ser editados.

Sofia: Quanto a expectativas propriamente, é que o pessoal que for ao encontro do “Bye Bye Mambo” goste e se divirta tanto a ouvi-lo como nós quando estamos a tocar.

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Para quem estiver interessado em comprar o EP em formato físico como o pode fazer?

Tiago: O formato físico é um exclusivo da label onde colocámos o disco, a SURF + TURF. Podem encomendar a edição a partir do website ou adquiri-la nos nossos concertos.

Pessoalmente, os Blues Explosion ou os Gories são a comparação óbvia que faço ao ouvir o vosso Bye Bye Mambo. Incomoda-vos esta necessidade que as pessoas têm de rotular tudo e das comparações com outras bandas?

Jorge: Quando essas referências fazem realmente sentido, como as que estás a dar, obviamente que não nos incomoda. Nós temos referências, umas comuns a todos os elementos e outras nem tanto – até acaba por ser interessante ter feedback nesse sentido. Só não digam que isto é revival ou rockabilly.

Enquanto músicos da cidade de Coimbra têm algumas referências musicais (da cidade) que vos tenham marcado de alguma maneira?

Jorge: Bandas como os Tédio Boys, 77, Parkinsons, Bunny Ranch, entre outras vão muito para além desta cidade e podem bem servir de referência para qualquer pessoa que goste de música.

Sofia: No nosso caso, não há dúvida de que tem sido um privilégio poder acompanhar todos esses grupos de perto.

Por último, porque é que devemos comprar o vosso EP “Bye Bye Mambo”?

Tiago: O EP foi editado totalmente por nossa conta. Criou-se uma label para o lançar (SURF+TURF), que agora esperamos que se possa tornar numa plataforma para promover e lançar outros trabalhos.

Jorge: É tudo feito por amor à camisola, sem filmes nem teorias da conspiração e da forma mais descomplexada possível – desde os vídeos ao artwork, aos cartazes – são tudo coisas muito DIY, feitas por nós próprios e / ou por pessoas que gostam de nós e que aprovam das mesmas coisas.

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“Bye Bye Mambo” pode ser já adquirido em formato digital a partir das lojas itunes, Spotify, Amazon MP3 (entre outras), sendo o formato físico um exclusivo apenas disponível a partir do website da editora SURF + TURF.

Contacto | SURF + TURF | Tiago Fonseca
Telefone | 918894110
Email | surfnturflabel@gmail.com
Website |http://surfnturflabel.bandcamp.com e http://www.facebook.com/surfnturflabel

Entrevista de Bruno Simões
Fotografia de Bruno Pires

(Publicado a 19 de Setembro de 2013)