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Há vida nova no Parque

BPI_5713O Parque Biológio da Serra da Lousã, em Miranda do Corvo, tem novos residentes. Entre eles, crias de lince, gamo, lobo e veado. O êxito reprodutivo parece ser a regra naquele espaço. “Temos tido essa felicidade com todas as espécies. É sinónimo de adaptação”, conta o director, Pedro Sequeira Faria.

“Os animais estão instalados numa encosta florestal pertencente à cadeia da Serra da Lousã e estão perfeitamente integrados. Muitas vezes até convivem com os predadores naturais, o que nos causa algumas baixas”, explica Pedro Sequeira Faria. As ginetas e saca-rabos são os grandes responsáveis pelos ataques a animais do Parque, como pequenos javalis e rolas.

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À data da nossa visita, o mais recente habitante da Zona de Vida Selvagem de Portugal era um gamo com cerca de uma semana (na foto, ao colo da bióloga Ana Sousa). Também já ali nasceu um urso pardo, que foi entregue ao Molló Parc, em Espanha.

Javalis, raposas, lontras, águias e texugos são outros dos animais que podem ser vistos no Parque. Mas os que geram mais fascínio nos visitantes são os ursos pardos, os linces e os lobos. “O urso marca. O lince também, pela sua beleza. E o lobo, por estar ligado aos contos infantis, ao proibido, ao escondido, ao feroz”, explica o director.

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Quase 100 mil visitas em quatro anos

O Parque Biológico da Serra da Lousã, aberto há quatro anos, já recebeu quase 100 mil visitantes. “Procuramos aumentar o número de espécies de ano para ano, para que as pessoas voltem”, refere Pedro Sequeira Faria.

Além da Zona de Vida Selvagem de Portugal, com perto de 30 espécies, existe uma quinta biológica com cerca de 50 espécies. Este ano, até Junho, nasceram no Parque três lobos, três gamos, quatro veados, quatro javalis, dois linces, cinco cabras anãs, cinco cabras serranas, uma cabra bravia, duas ovelhas Serra da Estrela brancas, dois ovinos da raça Churra do Minho, dois muflões, uma cabra mocha e uma vaca cachena.

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O espaço conta ainda com um centro hípico, onde trabalha Carlos Baptista Pereira, o primeiro cavaleiro português a participar nos Jogos Paralímpicos de 2004, em Atenas.

No que respeita à flora portuguesa, existe um labirinto de árvores de fruto e, recentemente, foi plantado um roseiral.

Emprego para vítimas de exclusão

O espaço, resultante de uma parceria entre a Fundação ADFP e o município de Miranda do Corvo, é um projecto ambiental, mas também social. São perto de 70 as vítimas de exclusão laboral que ali encontram emprego e actividades ocupacionais. Desde pessoas deficientes e doentes mentais até doentes crónicos e desempregados de longa duração.

No Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais, algumas dessas pessoas dedicam-se à tapeçaria, à olaria, à cestaria. Os produtos estão à venda também em Coimbra, numa loja inaugurada recentemente entre a Rua da Sofia e a Praça 8 de Maio. Para acompanhar tudo o que se passa no Parque, basta consultar o site aqui.

Texto de Carina Fonseca
Fotografia de Bruno Pires

(Publicado a 25 de Julho de 2013)