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Timor-Leste: Sons da Alma e da Montanha (PT2)

893415_10151370257421935_819097875_o Depois de Osme Gonsalves, regresso a Timor-Leste para conhecer os Galaxy, talvez os “pais” da nova música/identidade timorense, um grito de afastamento das influências que os portugueses e os indonésios deixaram. A busca de novas formas de transportar o sagrado tradicional e o espirito de resistência para novas linguagens.

Oriundos de LosPalos no extremo este de Timor-Leste, os Galaxy são a banda de referência não só para uma nova geração de músicos como também para retratar a identidade dos timorenses enquanto povo resistente.

Formados no início do século, os Galaxy misturam rock com hip-hop, reggae com tatuagens e Tua Sabo (vinho/aguardente timorense) com arte. Com uma vertente política e de intervenção bastante vincada pelo processo violento da independência de Timor-Leste, a banda exorciza na sua essência toda a energia selvagem e emoção crua da juventude, tudo com um sentimento genuíno que traduz todo o contexto revolucionário das suas vidas, fazendo deste grupo um marco de referência na história da música moderna de Timor-Leste.

Directos e incisivos, os Galaxy abordam os temas recorrentes da sua luta: corrupção, desigualdade social, pobreza, a guerra, as doenças, a luta de vida de um povo guerrilheiro, resistente e sofredor.

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Tocam com regularidade na Austrália e claro está em Timor-Leste. Estiveram em Portugal no Festival Músicas do Mundo de Sines em Julho de 2010, actuando num formato mais acústico (que a banda adopta com regularidade) no Salão Brazil, em Coimbra, a 5 de Agosto de 2010.

Figura central dos Galaxy, o vocalista Melchior Dias Fernandes (na foto) – mais conhecido entre a comunidade por Melly Galaxy – destaca-se ainda pelas suas intervenções enquanto activista e pacifista, sendo um dos artistas mais activos e proeminentes do país.

Texto de Bruno Simões

(Publicado a 18 de Julho de 2013)