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Jazz nos degraus

BPI_4562Quando chega o Verão, há sinais claros. Um deles é, sem dúvida, as escadas de Quebra Costas repletas de gente a ouvir jazz.

O Jazz no Quebra é um evento que se realiza pela segunda vez e que traz àquela zona histórica e bela da cidade uma das suas maiores movimentações. Como o próprio Miguel Lima, organizador do evento e dono do bar Quebra Costas, nos disse: “O Jazz no Quebra é uma série de espectáculos numa escadaria sui generis, que toda a gente elogia e que se transforma em auditório”.

Apesar do Jazz no Quebra ser um evento recente, este espaço está mais que habituado a receber várias iniciativas, nomeadamente o Mercado Quebra Costas, onde sempre se incluiu a música. “Em 2009 fiz aqui uma série de concertos também durante o Verão. Música folk, rock, fado e jazz, apoiados pelo Turismo de Coimbra”, relembra Miguel. E foi aí que surgiu a ideia de “fazer algo com outra envergadura”.

E assim em 2012 as mãos foram postas à obra e Miguel começou a bater a várias portas para conseguir apoios financeiros. E conseguiu! A Junta de Freguesia de Almedina e o Turismo do Centro abriram as suas e o sonho tornou-se realidade. “É evidente que o orçamento é muito contido, mas é uma grande ajuda para uma coisa deste tamanho”. A primeira edição correu muito bem e continuar foi a palavra de ordem: “o ano passado houve um crescendo de público que culminou em Setembro com uma das maiores enchentes nas escadas de Quebra Costas e a opinião foi unânime: a iniciativa merece ter continuidade”.

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Miguel atribui este sucesso não só aos apoios que tem como também à programação oferecida. “O ano passado foi bom não só devido ao público e ao apoio que tivemos, mas também aos músicos que estiveram presentes”, disse com convicção. E parece que este ano, a programação é repleta de talento, mais uma vez. É “muito eclética, com grandes nomes do jazz e um convidado especial norte-americano”. A programação é feita com Paulo Bandeira, o director artístico do evento, que é também amigo e músico de jazz.

Em relação ao público que aparece e que espreita pelas janelas que existem ao longo da rua feita de escadas, pode dizer-se que é maioritariamente de Coimbra. No entanto, “tive o feedback de que o ano passado apareceram pessoas de cidades próximas e gostava que gradualmente aparecessem também de outros sítios”. Mas em Agosto “30 ou 40% do público são turistas, o que acaba por ser um dos objectivos até do Turismo, que é dinamizar as noites da cidade”. Miguel é optimista em relação a este assunto. “Até os músicos, que na sua maioria não são de Coimbra, trazem amigos e conhecidos”, afirmou.

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Este ano está programado um conjunto de vinte espectáculos, duplos, a decorrer todas as sextas e sábados, entre 5 de Julho até 7 de Setembro. A Preguiça foi ao primeiro e deixa-vos aqui um cheirinho do que se pode experienciar, mesmo que sem som.

Não se fiquem por aqui e apareçam. Como Miguel gosta de dizer, em tom de slogan, “haverá sempre um degrau à sua espera!”

Texto de Carina Correia
Fotografia de Bruno Pires

(Publicado a 11 de Julho de 2013)