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Pedro Medeiros

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O fotógrafo Pedro Medeiros não demorou a juntar-se a nós no Largo da Portagem. Afinal, Coimbra é a sua casa, a cidade com que mais se identifica em Portugal, e gosta de percorrer a Baixa a pé. Actualmente trabalha em parceria com a Saúde em Português – Associação de Profissionais de Cuidados de Saúde dos Países de Língua Portuguesa, no projecto “EmPoder Delas – Participação das Mulheres na Vida Política, Pública e Associativa”. Estão juntos ainda noutros  projectos, um deles sobre Identidade de Género e Liberdade de Orentação Sexual LGBT. Se há coisa que o enerva, são “as pessoas que insistem no paradigma de que não é possível criarem obra em Coimbra”.

Gosto de Coimbra porque…
É o solo que me viu nascer, é o espaço a partir do qual tenho desenvolvido o meu trabalho e é a cidade com a qual mais me continuo a identificar no país.

Figura mais emblemática da cidade:
Numa perspectiva de contemporaneidade, elejo o sociólogo Boaventura de Sousa Santos, pelo excecional trabalho desenvolvido nas várias instituições nacionais e internacionais a que está ligado, bem como pelo seu pensamento e obras publicadas nas áreas de globalização, sociologia do direito, epistemologia, democracia e direitos humanos. Poderia também incluir os contributos fundamentais do arquiteto João Mendes Ribeiro, do músico Paulo Furtado ou do cineasta António Ferreira.

Em Coimbra, irritam-me…
As pessoas que criticam de forma gratuita e ignorante a própria cidade onde vivem. Irritam-me as pessoas que insistem no paradigma de que não é possível criarem obra em Coimbra. Irritam-me as pessoas que, de forma lasciva, invejosa ou comprometida, não contribuem ou impedem o desenvolvimento dos espaços em que habitam.

Sítio preferido:
A freguesia de Santa Cruz, onde nasci e onde, actualmente, vivo.

Melhor esplanada:
Café Santa Cruz.

Melhor sítio para comer:
O Zé Neto, na Baixa. Conheci este restaurante com o meu avô materno, aos meus 5/6 anos de idade. Estávamos em 1974/75. Na altura, funcionava também como taberna. Lembro-me de ficar fascinado com o ambiente, com a cozinha, com os rituais de animação dos amigos do meu avô. O Zé Neto é um clássico da cozinha familiar e regional.

Melhor sítio para beber copos:
Cafetaria do Museu da Ciência. Não só para beber copos, como também para saborear excelentes pitéus, guloseimas e ouvir boa música.

O que faz no dia do cortejo da Queima das Fitas?
Fico em casa à espera que termine…

Onde costuma estacionar quando vai à Baixa? Dá moeda ao arrumador?
Na maioria das vezes, vou à Baixa a pé. Se for de carro, dou moeda ao arrumador e gosto de estabelecer diálogo com ele.

Onde é que não leva um amigo de visita à cidade?
Aos centros comerciais/grandes superfícies de consumo.

Se pudesse demolir alguma coisa em Coimbra, o que seria?
Em vez de demolir, continuava a recuperar o património histórico da cidade, criando também um plano de intervenção e reabilitação urbana para a Alta de Coimbra, Sé Velha, para a Baixa de Coimbra, e para toda a zona ribeirinha que vai do Largo da Portagem à Estação de Coimbra B.

Um espaço desaproveitado:
O Parque de Santa Cruz – Jardim da Sereia. Devia ser um dos locais de lazer mais dinâmicos da cidade.

Melhor espetáculo/exposição que viu em Coimbra:
Na música, um concerto da Meredith Monk, no TAGV, salvo erro, em 1988; nas exposições, uma mostra retrospetiva da obra do Joel-Peter Witkin, no Edifício das Caldeiras, integrada nos Encontros de Fotografia de 1989. Esta exposição mudou por completo a minha percepção da fotografia e contribuiu de forma decisiva para fizesse dela a minha profissão.

Último museu que visitou:
Vou com alguma frequência ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. Visitei recentemente o seu espólio arqueológico.

Para relaxar/estar sozinho…
Vou caminhar para a Mata do Choupal. Procuro alturas de pouco “trânsito”, regra geral, aos dias de semana. Gosto de ver e ouvir a natureza. Gosto de andar junto ao rio e de seguir os canais do Mondego.

Para me informar sobre o que acontece em Coimbra…
Costumo ler a imprensa regional. Consulto as agendas culturais disponíveis na cidade, da Câmara Municipal, do Turismo e da Universidade. Procuro também muita informação “online” sobre programas culturais de outros espaços e associações que vão desenvolvendo bom trabalho fora do contexto institucional.

Estou a responder a este inquérito…
Em casa, enquanto digitalizo negativos e seleciono fotografias para os próximos projectos.

Questionário feito por Carina Fonseca

(Publicado a 04 Julho 2013)